Organizações humanitárias acusam os Estados Unidos de enfraquecerem a resposta ao novo surto de ebola na República Democrática do Congo e em Uganda após cortes drásticos no financiamento de programas de saúde internacional.
Segundo Heather Reoch Kerr, diretora do Comitê Internacional de Resgate (IRC) na RDC, “os cortes orçamentários deixaram a região em uma situação de grave vulnerabilidade”, afectando projectos ligados à vigilância epidemiológica, tratamento de doenças e prevenção de infecções.


A redução do apoio financeiro levou ao encerramento de programas de saúde e à demissão de especialistas com experiência em combate a epidemias.
Ex-funcionários da USAID afirmaram que os Estados Unidos perderam influência e capacidade de resposta numa das regiões mais frágeis de África.
“Perdemos todo o respeito e a credibilidade”, revelou um antigo responsável da agência, alertou para o impacto directo das decisões políticas no combate ao vírus.

A Organização Mundial da Saúde classificou o actual cenário como emergência internacional de saúde pública, depois do registo de mais de 900 casos suspeitos e 101 confirmados de ebola na RDC.
O vírus Bundibugyo preocupa especialistas por não possuir vacina nem tratamento específico aprovado, aumentando o risco de propagação rápida.
A crise volta a expor uma realidade incómoda quando o financiamento internacional falha, milhões de vidas em países vulneráveis ficam ainda mais expostas a tragédias sanitárias.

