A província do Cuanza-Norte prevê colher 800 toneladas de café em 2026. A estimativa representa um aumento de 90 toneladas em relação à produção registada em 2025.
Os dados foram apresentados pelo Instituto Nacional do Café (INCA) durante a abertura da campanha nacional da colheita do café, realizada no município de Quiculungo. A cerimónia foi orientada pelo governador da província, João Diogo Gaspar.


Durante o evento, o governador destacou a importância do café para a economia de Angola e incentivou os produtores a continuarem a investir nesta cultura, aproveitando os bons preços praticados no mercado.
João Diogo Gaspar afirmou que o Governo continua a apoiar os agricultores com assistência técnica, distribuição de mudas de melhor qualidade, apoio às cooperativas, crédito agrícola e ações para atrair mais investimentos para o setor.
Segundo o INCA, este ano foram produzidas mais de um milhão de mudas de café para distribuir aos produtores.


Deste total, mais de 460 mil mudas da variedade robusta já foram entregues gratuitamente a 111 produtores da província. Esta é a espécie mais cultivada na região por se adaptar melhor ao clima local.
O preço do café também tem incentivado o aumento da produção. Atualmente, um quilograma de café mabuba é vendido por cerca de 1.500 kwanzas, enquanto o café descascado custa cerca de 3.000 kwanzas.
O INCA trabalha para aumentar a produção nos municípios de Cazengo, Golungo-Alto, Quiculungo, Banga, Cambambe e Lucala, com o objetivo de fortalecer o setor e aumentar a riqueza e o emprego na província.

