Angola reduziu para 13% a taxa de transmissão do HIV de mãe para filho, um recuo de 50% face aos 26% registados em 2019, num avanço que reforça a eficácia das políticas de prevenção da transmissão vertical e representa um passo concreto na protecção da saúde materno-infantil.
O dado foi anunciado, em Luanda, pelo secretário de Estado para a Saúde Pública, Carlos Pinto de Sousa, que destacou a integração de 22.444 grávidas seropositivas nos programas de prevenção, factor que tem contribuído para travar novas infecções em crianças.


Ao apresentar o balanço do VII Plano Estratégico Nacional de Resposta ao HIV, Hepatites Virais e outras Infecções de Transmissão Sexual, o governante sublinhou que os resultados alcançados reflectem o reforço do rastreio, do acompanhamento pré-natal e do acesso ao tratamento antirretroviral.
Carlos Pinto de Sousa salientou ainda que Angola mantém uma das mais baixas taxas de prevalência do HIV na África subsaariana, estimada em 1,6%, embora o país continue a enfrentar desafios expressivos, com cerca de 370 mil pessoas a viver com o vírus, entre as quais 260 mil mulheres e 27 mil gestantes seropositivas.

Apesar dos progressos, o secretário de Estado advertiu que a resposta à epidemia exige “uma actuação multissectorial, coordenada, sustentável e baseada em evidências”, numa altura em que o país prepara o VIII Plano Estratégico Nacional de Resposta ao VIH para 2027-2030.
O novo instrumento deverá consolidar os ganhos já alcançados e acelerar o cumprimento da meta de eliminação da SIDA como ameaça à saúde pública até 2030, envolvendo instituições, sociedade civil, comunidades afectadas e parceiros nacionais e internacionais.

