Angola deu mais um passo para sustentar a sua produção petrolífera com a decisão final de investimento do projecto Greater PAJ, uma iniciativa avaliada em 5,1 mil milhões de dólares que deverá produzir 95 mil barris de petróleo por dia a partir de 2029, nos blocos 31 e 31/21 da Bacia do Baixo Congo.
O anúncio foi feito, em Luanda, pelo ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, que considerou o projecto um sinal da capacidade do país para transformar recursos petrolíferos em ganhos concretos para a economia.


“O Greater PAJ será mais um exemplo do potencial de Angola para transformar recursos petrolíferos em desenvolvimento, emprego, conhecimento e prosperidade para os seus cidadãos”, afirmou.
Mais do que aumentar a produção, o projecto surge como uma peça estratégica para travar o declínio natural dos campos maduros e preservar o peso do petróleo nas receitas públicas, nas exportações e na atracção de capital estrangeiro.
O presidente do Conselho de Administração da ANPG, Paulino Jerónimo, sublinhou que a iniciativa reforça a atractividade de Angola para o investimento internacional e ajuda a garantir a sustentabilidade da produção nacional, além de abrir espaço para centenas de empregos e maior participação do conteúdo local através da cooperação entre a concessionária, operadoras e parceiros do sector.

Também o CEO da Azule Energy, Joe Murphy, destacou o alcance da operação, ao afirmar que o projecto “reflecte o valor da colaboração e a capacidade de desbloquear recursos através de soluções de desenvolvimento integradas e eficientes”, numa referência ao esforço conjunto entre Estado e investidores para manter Angola entre os principais fornecedores de energia da região.
O Bloco 31 é operado pela Azule Energy, em parceria com a Sonangol Exploração & Produção, SSI e Equinor, enquanto no Bloco 31/21 a operação é partilhada entre a Azule Energy e a Equinor.

