O pensador, escritor e político José Carlos de Almeida manifestou preocupação com o que considera ser um progressivo apagamento da imagem e do legado do antigo Presidente da República, José Eduardo dos Santos, defendendo que a história de Angola não deve ignorar os seus protagonistas.
Numa reflexão publicada nas redes sociais sob o título “Maldade ao Zedu”, o autor afirma que a figura do antigo Chefe de Estado está permanentemente associada à conquista da paz em Angola e ao apoio prestado aos processos de independência de vários países africanos.
“A história não se apaga. Os protagonistas da história jamais devem ser ignorados. José Eduardo dos Santos é eterno.”
Entre as questões levantadas, José Carlos de Almeida diz não compreender as razões que levaram à retirada da imagem de José Eduardo dos Santos das notas monetárias angolanas, considerando a decisão um desrespeito pela sua trajetória política.


O político critica igualmente a remoção de fotografias do antigo Presidente das sedes dos comités provinciais, municipais, comunais e dos Comités de Ação do Partido (CAP), questionando o destino dado às molduras anteriormente expostas.
Na publicação, José Carlos de Almeida considera ainda que José Eduardo dos Santos, a quem chama de “Arquitecto da Paz”, tem sido desvalorizado e pouco referenciado em projetos estruturantes do país, como a construção do Aeroporto Internacional Dr. António Agostinho Neto.
Segundo o autor, também é difícil compreender a interrupção do projeto de construção de 25 mediatecas em todo o território nacional, iniciativa lançada durante a governação do antigo Presidente.

Outro ponto destacado é a limitação do acesso ao túmulo de José Eduardo dos Santos, situação que, na sua opinião, impede que cidadãos angolanos e estrangeiros possam prestar homenagem a uma figura que desempenhou um papel determinante na consolidação da paz e na reconstrução nacional.
Ao concluir a sua reflexão, José Carlos de Almeida reitera que a história de Angola deve preservar a memória dos seus protagonistas, independentemente das divergências políticas, defendendo que o legado de José Eduardo dos Santos merece reconhecimento e valorização.

