O militante do MPLA, Valdir Cônego, apelou ao Tribunal Constitucional para acompanhar de perto o processo eleitoral interno do partido, defendendo que a instituição não deve permanecer indiferente às denúncias e reclamações que têm marcado a corrida à presidência do MPLA.
Para Valdir Cônego, as sucessivas controvérsias em torno da validação das candidaturas exigem uma actuação das entidades responsáveis pela fiscalização da legalidade.
O militante entende que o Tribunal Constitucional deve garantir que todas as etapas do processo decorram em estrita conformidade com os estatutos e regulamentos do partido, salvaguardando os direitos dos candidatos e dos militantes.
A posição surge após várias denúncias apresentadas por pré-candidatos à liderança do MPLA.
Entre elas, destacam-se as reclamações de Francisco Higino Carneiro, que contestou alegadas irregularidades na recolha e validação de subscrições, e de António Venâncio, que advertiu que o Tribunal Constitucional poderia ser chamado a intervir caso os conflitos não fossem resolvidos internamente.

Valdir Cônego considera que o actual contexto exige maior vigilância institucional para preservar a credibilidade do IX Congresso Ordinário do MPLA.
Na sua visão, o silêncio das instituições perante as denúncias poderá alimentar dúvidas sobre a transparência do processo e comprometer a confiança dos militantes nos resultados que sairão do conclave previsto para dezembro de 2026.
Entretanto, a Comissão Nacional Preparatória do congresso mantém que o processo decorre dentro da legalidade e em conformidade com os Estatutos do partido.

Ainda assim, a chamada de atenção de Valdir Cônego reforça a pressão sobre o Tribunal Constitucional para que acompanhe um processo que continua a gerar intenso debate político dentro da maior força partidária do país.

