O Índice de Preços no Consumidor Nacional (IPCN) desacelerou 0,70% em Maio de 2026, fixando-se em 10,88% na comparação homóloga, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística.
Embora o abrandamento seja um sinal de menor ritmo de crescimento dos preços, a inflação continua acima dos 10%, revelando que os consumidores ainda enfrentam fortes pressões sobre o poder de compra.

O INE destaca que os preços cresceram menos do que no mês anterior, mas não deixaram de subir.
Entre os sectores que mais pesaram no bolso das famílias, os transportes lideraram com uma variação de 15,73%, seguidos por habitação, água, electricidade e combustíveis (14,32%), educação (13,40%) e alimentação e bebidas não alcoólicas (11,33%).
O instituto sublinha que a classe “Alimentação e bebidas não alcoólicas” foi a que mais contribuiu para a subida geral dos preços, com 6,90 pontos percentuais.


Estes números sugerem que os bens e serviços essenciais continuam a encarecer, mesmo num cenário de desaceleração da inflação.
O contraste entre as províncias também evidencia realidades económicas distintas. Enquanto Huambo, Cunene e Lunda Norte registaram as menores variações de preços, Cabinda, Malanje e Moxico apresentaram os níveis mais elevados.
O dado positivo da desaceleração, portanto, deve ser analisado com cautela para muitas famílias, sobretudo nas regiões mais afectadas, a redução do ritmo da inflação ainda não se traduz em alívio efectivo no custo de vida, mantendo-se o desafio de equilibrar estabilidade económica e bem-estar social.

