A escassez de canoas, redes e anzóis está a comprometer a actividade da cooperativa pesqueira Água Azul, no município do Cuima, província do Huambo, limitando a produção e o rendimento de dezenas de famílias que dependem da pesca.

O presidente da associação, José Geraldo Pessala, afirmou que a falta de meios constitui hoje o maior entrave ao desenvolvimento do sector.
“Temos apenas uma canoa e sem condições adequadas para o exercício da actividade”, declarou, alertando para a necessidade urgente de reforço dos equipamentos.
Segundo o responsável, a redução dos níveis de água na albufeira do Gove agravou ainda mais os desafios enfrentados pelos 50 membros da cooperativa, que actualmente capturam cerca de 200 quilogramas de peixe por mês, sobretudo tilápia e bagre.
“Temos procurado apoio das autoridades, parceiros e instituições de financiamento para adquirir novos meios e aumentar a nossa capacidade de captura”, explicou.


A situação evidencia como a falta de investimento continua a limitar o aproveitamento de recursos com potencial para gerar emprego e renda nas comunidades rurais.
Apesar das dificuldades, a cooperativa mantém-se activa e sustenta várias famílias da região. José Geraldo Pessala defende que o fortalecimento da pesca artesanal deve ser encarado como uma ferramenta de combate à pobreza e de diversificação económica.
No entanto, o desafio não passa apenas pela entrega de equipamentos, mas também pela criação de políticas sustentáveis que garantam financiamento, assistência técnica e melhores condições de produção para transformar o potencial pesqueiro do Cuima numa verdadeira fonte de desenvolvimento local.

