A Polícia Fiscal Aduaneira (PFA) arrecadou mais de 142 milhões de kwanzas para os cofres do Estado na província de Cabinda ao longo dos últimos 12 meses, um aumento superior a 59 milhões de kwanzas em relação ao mesmo período de 2025.
O balanço foi apresentado durante as comemorações dos 30 anos da corporação, marcadas pelo reforço do compromisso no combate às infrações tributárias e aos crimes transfronteiriços.

Ao apresentar os resultados, o comandante da Unidade da Polícia Fiscal Aduaneira de Cabinda, João Adão Domingos, explicou que as receitas resultaram da cobrança de direitos aduaneiros, multas por infrações e taxas aplicadas a pequenos volumes de mercadorias nos mercados fronteiriços.
Segundo o responsável, foram registadas 200 infrações tributárias e aduaneiras, incluindo 51 casos de contrabando de importação, 80 de exportação, 27 de combustível e seis relacionados com medicamentos.
As operações permitiram ainda a apreensão de 48 mil dólares norte-americanos, mais de 79 mil litros de combustível e diversos bens introduzidos ilegalmente no território nacional.

Por sua vez, o comandante provincial da Polícia Nacional em Cabinda, Francisco Notícia Baptista, associou a persistência destes crimes à localização geográfica da província.
“O cometimento de crimes fronteiriços e transfronteiriços deve-se à própria caracterização geográfica de Cabinda, confinada entre os dois Congos”, afirmou.
O comissário defendeu maior rigor e vigilância dos efetivos para responder aos desafios da criminalidade económica e do contrabando ao longo das fronteiras.

O desempenho da Polícia Fiscal Aduaneira demonstra que o combate ao contrabando vai além da repressão criminal.
Na prática, significa mais receitas para o Estado, maior proteção da economia formal e uma tentativa de travar redes que desviam combustíveis, medicamentos e mercadorias do circuito legal.
O aumento da arrecadação reflete também uma fiscalização mais eficaz numa das zonas fronteiriças mais sensíveis do país.

