O pré-candidato à liderança do MPLA, António Venâncio, alertou para aquilo que considera serem irregularidades no processo orgânico do IX Congresso do partido, defendendo a necessidade de “dirimir conflitos” internos e admitindo a possibilidade de recurso ao Tribunal Constitucional.
Numa publicação feita na sua página oficial, o político apontou críticas à actuação da Sub-comissão de Candidaturas, afirmando que têm sido registadas falhas na gestão de prazos e na comunicação de decisões no âmbito do processo eleitoral interno.
“Os angolanos têm acompanhado a forma pouco estética como o coordenador da Sub-comissão de Candidaturas tem tratado os prazos regulamentares”, escreveu, acrescentando que tais situações têm gerado “constrangimentos aos pré-candidatos, militantes e subscritores”.


Venâncio considera que um dos episódios recentes terá tido impacto direto na organização das candidaturas, ao defender que uma decisão divulgada antes do tempo previsto terá afetado a mobilização interna. Segundo escreveu, este tipo de situações “reúne todos os elementos para uma impugnação”.


O político alertou ainda que, caso as divergências não sejam resolvidas internamente, poderá ser acionada a via judicial.
“Se o conflito não for dirimido internamente, com reparação imediata dos danos, o Tribunal Constitucional será chamado a intervir”, afirmou.
Na mesma mensagem, Venâncio defendeu maior rigor e transparência no processo, sublinhando que a gestão das candidaturas ao congresso deve ser conduzida com “responsabilidade histórica”, evitando situações que possam comprometer a credibilidade do processo interno.

