O combate à mineração ilegal de diamantes, ouro e outros minerais preciosos voltou a estar no centro das atenções da Autoridade Nacional de Inspecção Económica e Segurança Alimentar (ANIESA), que promoveu, em Benguela, um seminário destinado a operadores económicos do sector.

A iniciativa visou reforçar o controlo sobre uma actividade frequentemente associada ao comércio ilícito, branqueamento de capitais e evasão fiscal.
Durante o encontro, o inspector do Departamento Nacional de Metais e Pedras Preciosas da ANIESA, Valdimir Japão, explicou que o objectivo é aumentar o conhecimento dos operadores sobre os riscos e responsabilidades legais da actividade.
“Pretendemos capacitar os operadores para que saibam identificar a origem dos produtos e lidar correctamente com as transacções de compra e venda de metais e pedras preciosas”, afirmou.
O responsável revelou ainda que a fiscalização tem sido intensificada e recordou que as autoridades já detiveram mais de 300 cidadãos na província do Bengo por envolvimento em actividades ilegais ligadas ao sector.

Mais do que uma acção de sensibilização, a iniciativa demonstra a crescente preocupação das autoridades com a exploração e comercialização clandestina de recursos minerais, uma prática que retira receitas ao Estado e alimenta redes criminosas.
Segundo Valdimir Japão, decorre actualmente um levantamento nacional para identificar a dimensão do fenómeno, com destaque para províncias como Bengo, Huambo e Cuando, onde a mineração ilegal continua a representar um desafio para a segurança económica do país.

