O Presidente do MPLA, João Lourenço, tornou-se o primeiro e, até ao momento, único candidato oficialmente validado para concorrer à liderança do partido no IX Congresso Ordinário, marcado para dezembro de 2026.
A confirmação foi feita pelo presidente da Subcomissão de Candidaturas, Job Capapinha, que revelou que a candidatura reuniu um número de subscrições muito acima do mínimo exigido pelos estatutos.
Segundo Job Capapinha, “das mais de 11 mil assinaturas apresentadas, cerca de 10 mil foram validadas”, ultrapassando largamente as 5.250 subscrições necessárias para a formalização da candidatura.
O responsável considerou que o processo decorreu dentro das normas estabelecidas pelos regulamentos internos do partido.
A validação surge num momento em que alguns sectores do MPLA questionam a rapidez da recolha das assinaturas, realizada poucos dias após o anúncio da candidatura.
Ainda assim, a Subcomissão de Candidaturas sustenta que o processo respeitou todos os procedimentos exigidos para a verificação e certificação dos apoios apresentados.


O anúncio coincide com a divulgação da reclamação apresentada por Francisco Higino Carneiro, também pré-candidato à presidência do MPLA.
O dirigente solicitou a impugnação da candidatura de João Lourenço, alegando a existência de irregularidades durante o processo de recolha de assinaturas e defendendo a realização de uma auditoria independente aos ficheiros submetidos à comissão eleitoral do partido.
Apesar da contestação, a validação de João Lourenço reforça a sua posição na corrida ao congresso e coloca pressão sobre os restantes concorrentes para concluírem os respectivos processos de candidatura.


O IX Congresso Ordinário do MPLA deverá definir a futura liderança do partido e será acompanhado com expectativa por militantes e observadores políticos, numa das disputas internas mais relevantes dos últimos anos.
Fonte: Declarações de Job Capapinha, presidente da Subcomissão de Candidaturas do IX Congresso Ordinário do MPLA, divulgadas à imprensa em Luanda.

