Sete pessoas morreram e outras sete ficaram feridas na noite deste domingo após um violento acidente de viação na Avenida Fidel Castro Via Expressa, no sentido Benfica–Zango.
O acidente envolveu um camião e um táxi azul e branco, conhecido como “Quadradinho”, que ficou completamente destruído devido à força do impacto.
A tragédia volta a expor a insegurança rodoviária em Luanda, onde o excesso de velocidade, a circulação desordenada e a fragilidade de muitos transportes públicos continuam a transformar estradas em cenários frequentes de morte.

As vítimas feridas foram socorridas e encaminhadas ao Hospital Geral de Luanda, enquanto as autoridades investigam as circunstâncias do acidente.
Imagens partilhadas nas redes sociais mostram o estado crítico do táxi após a colisão, gerando forte indignação entre cidadãos que acusam falta de fiscalização rodoviária e impunidade nas estradas angolanas.
Para muitos moradores, acidentes graves na Via Expressa já deixaram de ser episódios isolados e passaram a representar um problema estrutural de mobilidade e segurança pública.

O novo acidente reacende o debate sobre a necessidade urgente de reforçar o controlo do trânsito, melhorar a qualidade dos transportes colectivos e responsabilizar condutores imprudentes.
Especialistas alertam que o crescimento do número de veículos pesados e táxis informais nas principais vias de Luanda está a aumentar o risco de tragédias, sobretudo em períodos nocturnos.
Enquanto famílias choram mais sete vidas perdidas, cresce também a pressão pública para que as autoridades deixem de reagir apenas depois das mortes e avancem com medidas concretas para travar o ciclo de acidentes fatais nas estradas do país.

