Por: Irmã Marie Ken
Como católicos, não adoramos imagens. A adoração pertence apenas a Deus.
Nenhuma estátua, quadro ou símbolo é tratado como deus ou acreditado ter poder próprio. As imagens sagradas têm um propósito diferente. São lembretes visuais que elevam nossas mentes e corações às realidades celestiais. Assim como uma foto de um ente querido não substitui a pessoa, mas nos ajuda a lembrar e amar, as imagens religiosas ajudam a focar em Cristo, na Virgem Maria e nos santos que viveram vidas santas.

Quando os católicos se ajoelham diante de uma imagem, acendem velas ou mostram reverência, a honra não é dada ao objeto material, mas à pessoa representada. Isso é chamado veneração, não adoração. A adoração (latria) é reservada só a Deus, enquanto os santos recebem honra (dulia), e Maria recebe uma honra especial (hiperdulia) devido ao seu papel único na história da salvação. A própria Bíblia apoia o uso de imagens sagradas.


Deus ordenou a feitura dos querubins na Arca da Aliança e outros símbolos sagrados no Templo. O que a Escritura condena não são as imagens, mas a idolatria, tratar qualquer coisa criada como igual ou superior a Deus. Num mundo em grande parte analfabeto, as imagens eram uma forma poderosa de ensinar a fé, contando a história do Evangelho através da arte.
Mesmo hoje, elas continuam a pregar silenciosamente, lembrando-nos de virtude, sacrifício e esperança. Então, os católicos não adoram imagens. Adoramos Deus apenas, e usamos imagens sagradas como ferramentas que nos apontam para Ele.

