Onze pessoas perderam a vida e outras 51 ficaram feridas, três das quais em estado grave, na sequência de um acidente de viação ocorrido, quarta-feira, na Estrada Nacional 120, na ponte sobre o rio Lupupa, no município do Waku Kungo, província do Cuanza-Sul.
A informação foi avançada pelo chefe do Departamento de Comunicação Institucional e Imprensa da Polícia Nacional no Cuanza-Sul, Tomás António, acrescentando que o sinistro envolveu um autocarro que seguia no sentido Sul-Norte, proveniente da província do Bié com destino a Luanda.
De acordo com o responsável, a viatura, que transportava 69 passageiros, despistou-se e capotou, provocando ainda danos materiais por avaliar.
Excesso de velocidade na origem


Segundo o subinspector, levantamentos preliminares apontam como causas prováveis o excesso de velocidade e a falta de prudência na condução, circunstâncias que levaram à perda de controlo do autocarro.
Os feridos receberam assistência no local e foram posteriormente encaminhados ao Hospital Municipal do Waku Kungo, onde continuam a receber cuidados médicos.
A Polícia Nacional voltou a apelar aos automobilistas para redobrarem a prudência, sobretudo em viagens de longo curso, respeitando limites de velocidade, regras de trânsito e períodos de descanso.
Sobreviventes relatam pânico
José Quirino, sobrevivente do acidente, descreveu momentos de terror antes e depois do capotamento. Ao Jornal de Angola, afirmou que o excesso de lotação contribuiu para a gravidade da tragédia.”
“O autocarro estava muito cheio. Havia pessoas até no corredor. Algumas em pé e outras sentadas. A capacidade máxima era para 42 pessoas, mas havia muitos mais passageiros”, contou.
Relatou ainda que ouviu o rebentamento de um pneu antes do motorista perder o controlo da viatura.
“De repente estávamos na mata. Consegui socorrer a minha namorada e outras pessoas, mas vi mortos, inclusive bebés, o motorista e o ajudante dele. É muito doloroso”, lamentou.
Estado clínico das vítimas


A enfermeira Luísa Nogueira informou que 51 pacientes deram entrada na unidade hospitalar, dos quais 40 receberam atendimento ambulatório.
Segundo a responsável, vários sobreviventes apresentaram fraturas e traumatismos cranianos, enquanto outros tiveram lesões menos graves, mantendo-se sob observação e apoio psicológico.
Administração presta apoio



O administrador municipal do Waku Kungo, Fonseca Canga, visitou o hospital e manifestou solidariedade às famílias das vítimas.
A administração local acompanha a situação em coordenação com as autoridades sanitárias, protecção civil e demais órgãos competentes, para garantir assistência adequada aos sinistrados.

