O governo da África do Sul anunciou a importação de um número recorde de vacinas contra a febre aftosa, em meio a um surto que afeta diversas regiões do país. Segundo o Ministro da Agricultura, John Steenhuisen, a chegada de 1 milhão de doses da empresa argentina Biogenesis Bago está prevista para este sábado, sendo a maior importação individual até o momento. Até o final de março, Pretória espera receber mais de 5 milhões de doses de três fornecedores internacionais, além de reforços da produção local do Conselho de Pesquisa Agrícola (ARC).
Steenhuisen destacou que a medida visa aliviar as províncias mais afetadas e reforçar a campanha nacional de vacinação, que já aplicou mais de 2 milhões de doses. Pela primeira vez em mais de 20 anos, o ARC produziu um lote de vacinas operacional, inicialmente de 20 mil doses por semana, com previsão de chegar a 200 mil doses semanais até 2027. Veterinários privados também poderão participar da campanha, com o objetivo de vacinar 80% do rebanho nacional até dezembro.



Durante uma sessão conjunta do Parlamento, Steenhuisen afirmou que o país registra sinais de recuperação econômica, com quatro trimestres consecutivos de crescimento do PIB, inflação em patamar mínimo em 20 anos e estabilização da dívida pública. Apesar desses avanços, ele alertou que o crescimento projetado de 1,5% ainda é insuficiente para reduzir a pobreza e gerar empregos em larga escala
O ministro enfatizou a importância de reformas estruturais, liberalização econômica e maior participação do setor privado, citando os resultados positivos da Operação Vulindlela em energia e portos, com expansão prevista para ferrovias, abastecimento de água e telecomunicações. Além disso, defendeu políticas de empoderamento econômico mais abrangentes, baseadas em habilidades, propriedade e oportunidades.
Em relação à administração pública, Steenhuisen ressaltou a necessidade de nomeações baseadas no mérito e maior responsabilização de funcionários municipais, assim como um policiamento mais eficiente e orientado por inteligência para combater o crime.
Sobre o surto de febre aftosa, o ministro saudou a declaração de desastre nacional feita pelo presidente Cyril Ramaphosa, destacando que a medida permitirá uma resposta coordenada e uma nova estratégia de vacinação, protegendo não apenas os agricultores, mas também a economia, empregos e estabilidade do país.

