O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está a analisar diferentes cenários militares contra o Irão, incluindo operações direcionadas contra a liderança política e militar iraniana, informou o jornal The Wall Street Journal, citando fontes norte-americanas e estrangeiras. Segundo a publicação, nenhuma decisão final foi tomada até ao momento.
De acordo com o relatório, Trump recebeu vários briefings estratégicos que incluem a possibilidade de uma campanha aérea prolongada, com duração potencial de várias semanas, visando eliminar dezenas de dirigentes iranianos e enfraquecer a estrutura de poder do país. Outros planos avaliados concentram-se em ataques a instalações nucleares e infraestruturas relacionadas com mísseis.
A emissora CBS News revelou, com base em fontes próximas do processo, que as forças armadas norte-americanas estariam preparadas para lançar uma operação militar num curto prazo, embora o calendário de uma eventual ação possa ser alargado.
As discussões sobre o Irão terão ocorrido na Casa Branca, onde conselheiros de segurança nacional analisaram as opções disponíveis. Apesar da preparação militar, o presidente norte-americano continua, segundo relatos, a considerar a via diplomática como forma de pressionar Teerã a suspender os seus programas nuclear e de mísseis balísticos. O governo iraniano rejeitou essas exigências, classificando-as como inaceitáveis.



As negociações mediadas por Omã e realizadas em Genebra foram consideradas um passo positivo pelas partes envolvidas, embora não tenham produzido avanços concretos. O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, reafirmou o direito do país de desenvolver energia nuclear para fins civis, incluindo o enriquecimento de urânio.


Entretanto, os Estados Unidos reforçaram significativamente a sua presença militar no Oriente Médio, com o envio de grupos de ataque de porta-aviões e bombardeiros adicionais. Segundo o Wall Street Journal, trata-se do maior reforço militar norte-americano na região desde a invasão do Iraque em 2003.
Por sua vez, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, alertou para os riscos de uma escalada militar, afirmando que ataques a instalações nucleares iranianas poderiam desencadear um desastre nuclear. O diplomata acusou Washington de aumentar as tensões e reiterou o apoio de Moscovo ao direito do Irã de utilizar energia nuclear para fins pacíficos.
Em junho de 2025, os Estados Unidos já haviam realizado ataques contra instalações nucleares iranianas durante um conflito aéreo envolvendo o Irã e Israel. Na ocasião, Teerã declarou que os bombardeamentos não interromperiam o desenvolvimento do seu programa nuclear.

