A direcção do Hospital Materno-Infantil do Camama Dr. Manuel Pedro Azancot de Menezes, em Luanda, determinou a suspensão preventiva de profissionais de saúde alegadamente envolvidos num caso de maus-tratos a uma bebé internada na unidade.
A medida foi tomada após a circulação, nas redes sociais, de imagens que mostram a criança com fita adesiva colocada na região da boca.
Estado clínico da criança e reacção da unidade
Segundo a directora clínica, Elsa Frederico, a bebé encontra-se clinicamente estável e não registou agravamento do quadro geral de saúde. A criança é portadora de uma síndrome genética que provoca episódios frequentes de choro, condição que, de acordo com a direcção, não justifica o procedimento adoptado.


A administração classificou o acto como uma grave violação dos princípios éticos e humanitários da profissão. Foi convocada uma reunião de emergência e criada uma comissão de inquérito interno para apurar responsabilidades, estando também a ser analisadas imagens do sistema de videovigilância.
A unidade hospitalar sublinha que existem protocolos clínicos adequados para lidar com o desconforto em recém-nascidos e crianças internadas, não reconhecendo fundamento técnico ou ético para o uso de fita adesiva com o alegado objectivo de fixar uma chupeta.
Autoridades acompanham investigação



No encontro convocado para tratar do caso participaram responsáveis do Ministério da Saúde, entre eles o director nacional dos Hospitais, Benedito Quinta, a directora nacional de Ética e Humanização, Djamila Príncipe, o inspector-geral da Saúde, José Solino Joel, e a chefe de departamento para a Área Hospitalar, Engrácia Mozinho.
A instituição apresentou desculpas públicas e garantiu a aplicação de medidas disciplinares e legais contra os responsáveis, reiterando o compromisso com cuidados de saúde seguros e humanizados.

