O presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, defendeu, esta segunda-feira, a presença de observadores eleitorais europeus nas eleições gerais de 2027, em Angola, e desafiou o Governo a formalizar o convite à União Europeia.

Durante o encontro, ladeado pela Presidente do Grupo Parlamentar da UNITA, Albertina Navemba Ngolo, e o Secretário para as Relações Exteriores e Comunidades, Jonas Mulato, o líder do maior partido na oposição em Angola, apresentou junto da embaixadora, a vontade do seu partido em ver nas próximas eleições em Angola observadores europeus, e desafiou o governo a governo a proceder a solicitação à União Europeia, para maior garantia de pluralidade, de transparência e, acima de tudo, de uma transição em estabilidade, como afirmou o Presidente da UNITA.

“Nós partilhamos com rigor aquilo que debatemos na União Europeia, nomeadamente no Parlamento Europeu”.
“E é público a nossa vontade de vermos alargar a missão de observação aos países democráticos nas próximas eleições. Sabemos e conhecemos as leis. O Governo Angolano deve convidar”, afirmou o líder partidário.

Para o líder da UNITA, o Governo Angolano, sendo parceiro destas instituições, estará numa circunstância de poder provar se é efetivamente um parceiro de pluralidade ou se vai ficar, como habitualmente, limitado aos nossos primos africanos que se fazem uma espécie de garantia complementar entre autoritarismos.
O responsável partidário espera que se evite eleições apenas limitadas no âmbito da pluralidade, bem como o mal exemplo de Uganda e Tanzânia.
“Nós não queremos minimamente imitar o mau exemplo das eleições do Uganda. Nós não queremos minimamente imitar o péssimo exemplo das eleições da Tanzânia para não falar de outras”, disse o Presidente da UNITA.

