A embaixadora de Angola na China, Dalva Ringote Allen, reafirmou, esta terça-feira, o compromisso do país em fortalecer a cooperação com a Direcção do Fórum Macau, no sentido de consolidar o intercâmbio económico e comercial e promover o desenvolvimento comum.
Dalva Ringote Allen falou durante uma audiência com o secretário-geral do Secretariado Permanente do Fórum de Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Fórum Macau), Ji Xianzheng. O encontro decorreu nas instalações da embaixada de Angola em Beijing.
Durante a reunião, foram apresentados o plano de actividades para 2026 e o estágio de preparação da Sétima Conferência Ministerial, prevista para 2027. O secretário-geral do Fórum Macau fez ainda uma retrospectiva das iniciativas do ano anterior, destacando a realização de seminários de promoção e cooperação comercial, feiras, exposições e múltiplos colóquios.

Num segundo momento, a embaixadora recebeu uma delegação da Liaoning Fangda Co. Ltd., holding da companhia aérea Hainan Airlines. A delegação foi chefiada pelo director executivo e de marketing, Liu Ji Chun, e visou apresentar o grupo empresarial, com foco no restabelecimento da cooperação com Angola no sector da aviação e na identificação de novas áreas de parceria.

Liu Ji Chun destacou que a empresa manteve, por vários anos, um protocolo de cooperação com a TAAG, e que pretende avaliar a possibilidade de retomar as actividades iniciadas em 2008 e interrompidas em 2014. O grupo atua em cinco sectores principais: aviação civil, construção civil, produção de ferro e aço, indústria farmacêutica e comércio internacional, e manifestou interesse em apoiar Angola na construção de infra-estruturas farmacêuticas e hospitalares.

O director executivo salientou ainda que Hainan é uma província turística no litoral da China, com clima tropical, e que permite isenção de visto de turismo a cidadãos de 59 países.
Por sua vez, a Chefe da Missão angolana na China agradeceu o interesse do grupo em retomar a cooperação com Angola, reiterou as relações estratégicas e de cooperação entre os dois países e reafirmou que Angola permanece aberta ao investimento chinês, considerando as empresas chinesas bem-vindas no país.

