Luanda, 9 de Fevereiro de 2026 – “Até 2030 – um espaço de tempo muito curto – é necessário um investimento em infra-estruturas críticas de logística e de acesso à energia, e infra-estruturas que permitam aproximar as populações dentro de Angola”, defendeu André Afonso, Partner EY Angola, Assurance, durante o painel de debate ‘A sustentabilidade económica em Angola: Onde estaremos em 2030?’, integrado na III Conferência Nacional de Jovens Contabilistas, realizada no Sábado, 7 de Fevereiro, em Luanda.
Para André Afonso, é necessário “investir em infra-estruturas que permitam capacitar e fornecer todo o país da energia necessária para se reindustrializar e para transformar todos os sectores de actividade– desde a agricultura, ao turismo, a indústria, e até o próprio sector energético –, de forma a que se consiga efectivamente transformar Angola como um todo, dando acesso a energia como base da melhoria das condições de vida e de trabalho, e permitindo que as populações possam crescer sustentavelmente, dentro da sua geografia, capacitando-os para fornecer os produtos e serviços necessários para o futuro das populações”. O Partner da EY Angola salientou ainda que “o maior activo que Angola tem são as pessoas” e que o País deve “capacitá-las num curto prazo de tempo, utilizar as escolas e universidades existentes, continuando o nível acelerado de melhoria dos seus serviços educativos, e tentar rapidamente transformar as áreas de foco do investimento externo, como a estabilidade fiscal e regulamentar, estabilidade monetária, entre outros. Garantir o aumento do investimento externo, é a única coisa que podemos fazer a curto prazo para fazermos crescer de forma sustentada as condições de vida das pessoas”.

Dirigindo-se aos contabilistas presentes na plateia, André Afonso desafiou-os a fazerem “uma análise histórica da economia, retirando o petróleo da equação, de modo a perceber-se qual foi o crescimento da economia real que afecta as pessoas no dia-a-dia”.
“Olhamos muito para o passado, em que tivemos um grande crescimento económico, que agora se tem reduzido. Nós, enquanto contabilistas, temos uma grande vantagem. Conseguimos olhar para números e diferenciá-los. Portanto, vamos usar os nossos skills contabilísticos, de análise de dados e de análise financeira, para percebermos os verdadeiros efeitos das alterações ao contexto económico, e aquilo que vamos conseguir efectivamente fazer crescer daqui para a frente na economia real”, concluiu.
A III Conferência Nacional de Jovens Contabilistas contou ainda com a participação de Ricardo Vinagre, Partner EY Angola, Assurance Financial Services, que apresentou o tema ‘Digitalização na Contabilidade’, com destaque para o impacto, os benefícios e os riscos da transformação digital.
Começando por um olhar para o impacto da transformação digital na contabilidade, Ricardo Vinagre destacou: a facturação electrónica – um elemento central da digitalização fiscal, promovendo eficiência, transparência e integração tecnológica; o tempo de reporte – factor crítico na transformação digital, permitindo maior agilidade, fiabilidade da informação e capacidade de resposta; a automatização de processos – promove a eficiência operacional, reduz os erros e optimiza os recursos; a análise de dados – permite a análise estruturada da informação, o apoio à decisão estratégica e a identificação de riscos e oportunidades; o arquivo digital – assegura a organização, preservação e acesso rápido à informação, com elevados padrões de segurança, rastreabilidade, conformidade legal e baixos custos; e a inteligência artificial – assume um papel crescente na digitalização dos processos contabilísticos, promovendo automação, análise avançada de dados e apoio à decisão.
Como benefícios da digitalização no sector contabilístico, o Partner da EY Angola salientou “a eficiência e rapidez, a informação em tempo real, um menor número de erros, um maior compliance e a integração de processos”. “Por sua vez, se olharmos para os riscos, identificamos a cibersegurança, a dependência tecnológica, a perda de informação, as inconsistências e as falhas na implementação”, considerou Ricardo Vinagre.
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