O pré-candidato à presidência do MPLA, António Venâncio, defendeu a realização de uma disputa interna baseada na igualdade de condições entre todos os concorrentes e criticou o que considera serem vantagens concedidas a determinados candidatos no processo de preparação do IX Congresso Ordinário do partido.
Em entrevista à DW Português para África, Venâncio afirmou que a escolha do próximo líder do MPLA deve resultar de uma competição transparente e equilibrada.
“Havemos de pleitear, havemos de disputar o cargo de presidente do partido de forma acirrada entre todos nós. E que vença o melhor”, declarou.
O político sustentou que nenhum dos pretendentes deve beneficiar de privilégios institucionais ou apoios diferenciados durante o processo eleitoral interno. “Ninguém deve levar vantagens, ninguém deve ser beneficiado, ninguém deve ter uma muleta do partido para vencer os outros.

Todos nós temos que partir na mesma posição porque todos nós somos pretendentes ao cargo”, afirmou.
António Venâncio voltou igualmente a questionar a elegibilidade do actual Presidente do MPLA, João Lourenço, para concorrer à liderança do partido.
Segundo o pré-candidato, o chefe de Estado não reunia as condições estatutárias necessárias antes da realização do Congresso Extraordinário de 2024.
“Aliás, o próprio camarada João Lourenço, em 2024, não estava elegível para presidente do partido”, declarou, acrescentando que “teve que se fazer um congresso extraordinário completamente irregular que lhe concedeu novamente essa elegibilidade”.

As declarações surgem numa altura em que o MPLA se prepara para realizar o seu IX Congresso Ordinário, um processo que tem sido marcado por debates internos sobre regras, candidaturas e alegadas irregularidades apontadas por alguns militantes e pré-candidatos.
A posição de António Venâncio junta-se a outras vozes críticas dentro do partido que defendem maior transparência, respeito pelos regulamentos e igualdade de tratamento entre os concorrentes à liderança da maior força política do país.

