A inauguração da unidade pesqueira Baía Fish, esta segunda-feira, no município da Baía Farta, província de Benguela, surge como mais um investimento estratégico para reforçar a cadeia de produção e conservação de pescado em Angola.

A infra-estrutura, inaugurada pela ministra das Pescas, Carmen do Sacramento Neto, tem capacidade para processar até 200 toneladas de pescado por dia e promete impulsionar a segurança alimentar, a criação de empregos e a dinamização da economia local.
O presidente do conselho de administração da empresa, Eliseu Bumba, explicou que a unidade representa um investimento de 18 milhões de dólares financiado pelo Banco de Desenvolvimento de Angola e pelo Banco de Poupança e Crédito.
“A fábrica emprega actualmente 100 trabalhadores efectivos, embora tenha capacidade para gerar até 200 postos de trabalho”, afirmou.
Apesar do optimismo, o gestor alertou para um problema que continua a afectar o sector.
“Muitas vezes a nossa embarcação vai duas a três vezes ao mar e volta sem nenhum quilo de peixe”, reconheceu, sublinhando os desafios que podem comprometer a sustentabilidade financeira do negócio.


Com esta nova infra-estrutura, a Baía Farta passa a contar com 14 unidades pesqueiras e uma lota, consolidando-se como um dos principais polos da indústria pesqueira nacional.
No entanto, o sucesso do investimento dependerá não apenas da capacidade industrial instalada, mas também da disponibilidade de recursos pesqueiros, da gestão sustentável dos mares e da capacidade do mercado em absorver a produção.
O projecto representa uma oportunidade para o crescimento económico, mas também evidencia a necessidade de equilibrar expansão industrial e preservação dos recursos marinhos.

