O Quênia prepara-se para iniciar oficialmente a produção comercial de petróleo antes do final do ano, marcando uma nova fase na estratégia energética e económica do país.
Os campos petrolíferos de South Lokichar, localizados na região de Turkana, deverão arrancar com uma produção inicial de 20 mil barris por dia, com previsão de expansão gradual para 50 mil barris diários.
O avanço posiciona o Quênia entre os produtores africanos de petróleo e reforça o potencial da África Oriental como nova fronteira energética, numa altura em que o continente procura reduzir dependência externa e aumentar receitas de exportação ligadas aos hidrocarbonetos.


O secretário da Energia, Opiyo Wandayi, afirmou que o Governo está focado na produção a montante e na preparação para exportação, enquanto os investimentos em refinação dependerão do aumento futuro da produção e da integração regional.
Estudos anteriores indicaram que a refinaria de Mombaça não seria economicamente sustentável nos actuais níveis de produção, uma vez que operações viáveis exigiriam entre 100 mil e 500 mil barris diários.
Analistas acreditam que a entrada do Quênia no mercado petrolífero poderá estimular novos investimentos em infra-estruturas, logística, oleodutos e serviços energéticos, além de fortalecer a arrecadação fiscal e gerar novas oportunidades para empresas locais e investidores internacionais.
O início da produção queniana acontece num momento em que o mercado energético africano passa por uma transformação estratégica liderada por grandes produtores como Nigéria, Angola e Argélia.


O crescimento do sector de refinação, impulsionado por projectos como a refinaria da, está a alterar os fluxos comerciais de combustíveis no continente e a reduzir a dependência africana de produtos refinados importados.
Para especialistas, o avanço do Quênia poderá acelerar planos regionais de integração energética com Uganda e Tanzânia, reforçando a segurança energética regional e consolidando a posição da África como fornecedora estratégica num mercado global sensível a tensões geopolíticas.
As informações foram divulgadas pelo Ministério da Energia do Quênia e por relatórios internacionais do sector energético.

