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Politica

Adalberto Costá Júnior alarmado com situação “dramática” da economia de Angola

Herculano BumbaPor Herculano Bumba4 de Fevereiro, 2026Updated:4 de Fevereiro, 2026Sem comentáriosMinutos de Leitura
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Nas suas redes sociais, Adalberto Costa Júnior, líder da UNITA, partilhou na Segunda-Feira passada, 2 Fev. de 2026, uma reflexão grave e pertinente sobre a economia informal em Angola. Com o título “Economia Informal: O Drama Silencioso que Hipoteca o Futuro de Angola”, ele discute a situação económica do país, classificando-a como um drama silencioso que compromete o futuro da nação.

“É assim que hoje sobrevive a maioria do povo angolano. A informalidade não é escolha. É estratégia de sobrevivência num país onde o emprego formal não chega”, disse Adalberto Costo Júnior.

A UNITA defende uma viragem clara: sair da sobrevivência para a dignidade.

Adalberto Costa Júnior

Dados Alarmantes da Economia Informal

Segundo o Instituto Nacional de Estatística, mais de 78% da economia angolana é informal. Adalberto Costa Júnior apresenta números preocupantes, revelando que, no segundo trimestre de 2025, a taxa de informalidade será de 78,6%. Além disso, assinala que entre 80% a 87% dos trabalhadores estão inseridos no setor informal, sendo que 93% das mulheres e 77% dos jovens entre 15 e 24 anos estão sem emprego digno.

“Consequências para quem vive da informalidade: não contribui para a Segurança Social, não tem reforma garantida, não tem proteção na doença, não tem acesso a crédito, vive com rendimento instável e baixo”, argumentou o líder da oposição em Angola.

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Propostas para o Futuro

Face a esta triste realidade, o líder da UNITA defende a necessidade de implementar políticas de microcrédito com juros baixos para trabalhadores informais, cooperativas e jovens empreendedores. Segundo ele, os bancos devem servir a economia real e não apenas o estado. No atual regime, no entanto, ele ressalta que essa transformação é difícil de alcançar.

“A UNITA defende uma viragem clara: sair da sobrevivência para a dignidade. Isso passa por: uma economia aberta, produtiva e diversificada, que crie empregos formais; apoio real ao empreendedorismo, com crédito acessível e menos burocracia; crédito acessível para quem trabalha”, defendeu o Presidente da UNITA.

Adalberto Costa Júnior finaliza a sua reflexão abordando o impacto da informalidade. O comércio de rua, os serviços precários, e a agricultura de subsistência mostram que, apesar de trabalharem arduamente, muitos angolanos permanecem em situação de pobreza. É um apelo para uma ação urgente e eficaz em prol da formalização da economia e da dignidade dos cidadãos.

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