A UNITA condenou o ataque contra o activista cívico e líder do Movimento Social para a Mudança (MSM), Francisco Teixeira, ocorrido no dia 21 de Junho, na província de Malanje, classificando o incidente como um grave acto de intolerância política A UNITA condenou o ataque contra o activista cívico e líder do Movimento Social para a Mudança (MSM), Francisco Teixeira, ocorrido no dia 21 de Junho, na província de Malanje, classificando o incidente como um grave acto de intolerância política
Numa nota de repúdio, o partido exigiu uma investigação célere e a responsabilização dos autores materiais e morais.

Segundo o Secretariado Executivo do Comité Permanente da Comissão Política da UNITA, o ataque ultrapassa a esfera individual de Francisco Teixeira e representa uma agressão à liberdade de expressão, ao pluralismo político e à participação cívica dos cidadãos.
O partido considera que os factos divulgados apontam para uma acção “violenta, planeada, organizada e deliberada”, com o objectivo de criar medo e desencorajar a participação política, sobretudo no contexto das eleições gerais de 2027.

Na nota, a UNITA defende que “nenhum cidadão deve ser perseguido, ameaçado ou impedido de circular livremente no território nacional por causa das suas convicções políticas ou do seu activismo cívico”, acrescentando que “a violência não pode nem deve substituir o debate de ideias”.
O maior partido da oposição apelou ainda às autoridades competentes para esclarecerem o caso com rapidez, identificando e responsabilizando os envolvidos.
A organização considera que a impunidade e a falta de respostas firmes por parte das instituições têm contribuído para o aumento dos episódios de violência com motivações políticas no país.

O posicionamento da UNITA surge num momento de crescente tensão política em Angola, marcado pela preparação das eleições gerais de 2027 e pelo reforço da actividade dos principais partidos.
Neste contexto, a UNITA reafirmou solidariedade para com Francisco Teixeira, os membros da sua comitiva e todas as vítimas de violência política, reiterando o compromisso com a defesa da democracia, da liberdade, da tolerância política e dos direitos fundamentais dos cidadãos.

