Luanda – O Fundo Soberano de Angola (FSDEA) anunciou o adiamento da 5.ª Reunião Anual do Africa Sovereign Investors Forum (ASIF), que estava prevista para decorrer entre os dias 5 e 7 de Julho de 2026, em Luanda.
A decisão foi tomada em conjunto com a organização do fórum, na sequência do surto da Doença pelo Vírus Ébola (DVE) que afecta países da África Central e Oriental.
De acordo com o comunicado divulgado pelo Fundo Soberano de Angola, a medida resulta de uma avaliação conjunta entre o FSDEA e o ASIF, tendo em consideração as actuais recomendações internacionais relacionadas com viagens e as preocupações em torno da saúde pública.
“O Fundo Soberano de Angola (FSDEA), na qualidade de anfitrião, em estreita consulta e de comum acordo com o Africa Sovereign Investors Forum (ASIF), anuncia que a 5.ª Reunião Anual da ASIF, agendada para os dias 5 a 7 de Julho de 2026, em Luanda, Angola, foi adiada.”
Segundo o comunicado, o adiamento responde directamente ao impacto provocado pelo surto de Ébola em vários países da região, situação que tem influenciado as recomendações emitidas pelas autoridades internacionais e a percepção do risco sanitário por parte dos participantes.


“A decisão foi tomada em resposta directa ao surto em curso da Doença pelo Vírus Ébola (DVE) em países da região da África Central e Oriental, e ao consequente impacto nas recomendações internacionais de viagem e na percepção do risco para a saúde pública.”
A reunião anual da ASIF é considerada um dos principais encontros de fundos soberanos africanos, reunindo representantes de governos, investidores institucionais e gestores de fundos para discutir estratégias de investimento, cooperação financeira e desenvolvimento económico no continente.
A realização do evento em Luanda reforçava o posicionamento de Angola como plataforma de promoção do investimento e de cooperação entre os fundos soberanos africanos.

Até ao momento, o Fundo Soberano de Angola informou que não existe uma nova data definida para a realização da conferência.
“Ainda não foi confirmada uma nova data.”
O adiamento surge numa altura em que Angola procura consolidar a sua imagem como destino de investimento e reforçar a cooperação económica regional, mas evidencia igualmente o impacto que emergências de saúde pública podem ter na realização de grandes eventos internacionais e na mobilidade entre países africanos.

