Luanda – O general na reforma Francisco Higino Lopes Carneiro reforçou a sua posição na corrida à presidência do MPLA ao anunciar a entrega de mais de 19 mil assinaturas de subscrição da sua candidatura, um número superior às cerca de 11 mil assinaturas anteriormente apresentadas pelo Presidente do partido, João Lourenço.
A diferença entre os dois processos de subscrição intensificou o debate político no seio do MPLA e nas redes sociais, numa altura em que o partido prepara o seu IX Congresso Ordinário, marcado para Dezembro, onde será eleito o líder que conduzirá a organização nos próximos cinco anos.
Durante a formalização da sua candidatura, Higino Carneiro destacou que o resultado foi alcançado após uma intensa mobilização em todo o país, envolvendo militantes, simpatizantes e membros da diáspora.
“O facto de termos conseguido reunir mais de 19 mil fichas de subscrição, muito acima das cinco mil exigidas pelos estatutos, demonstra a vitalidade da nossa militância e a força da participação democrática no seio do MPLA”, afirmou.

O antigo governador reconheceu que o processo não foi isento de dificuldades, revelando que a sua equipa percorreu novamente as 21 províncias para consolidar a recolha das assinaturas e denunciando a existência de alegadas pressões e perseguições contra apoiantes da candidatura.
Apesar disso, afirmou que todos os obstáculos foram ultrapassados e que o objectivo foi cumprido.
Nos meios políticos, o volume de assinaturas apresentado por Higino Carneiro está a ser interpretado de diferentes formas. Os seus apoiantes consideram que os números reflectem uma ampla capacidade de mobilização e um crescente apoio entre os militantes do MPLA.
Por outro lado, analistas defendem que a quantidade de subscrições, por si só, não determina o resultado do congresso, uma vez que a eleição será decidida pelos delegados escolhidos no processo interno do partido.


O processo decorre num contexto de maior competitividade interna, marcado pela emergência de várias pré-candidaturas e por um debate cada vez mais intenso sobre a democracia interna, a renovação da liderança e o futuro do MPLA.
Embora a apresentação de mais de 19 mil assinaturas represente um marco político para Higino Carneiro, a validação das candidaturas continua dependente da apreciação dos órgãos competentes do partido, cabendo posteriormente aos delegados do congresso a decisão final sobre quem assumirá a presidência do MPLA.

