Luanda – O presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, defendeu uma profunda transformação da economia angolana baseada na agricultura, na produção nacional e na industrialização, como forma de combater o desemprego e reduzir os níveis de pobreza no país.
Numa mensagem divulgada nas redes sociais, o líder da oposição considerou que os actuais desafios económicos e sociais resultam de opções políticas que não conseguiram criar oportunidades suficientes para a população, sobretudo para os jovens.
“A pobreza não é uma fatalidade. É o resultado de escolhas políticas erradas”, afirmou Adalberto Costa Júnior, defendendo a necessidade de uma mudança de paradigma na condução da economia nacional.
Informalidade Continua a Travar o Desenvolvimento
Segundo o presidente da UNITA, a elevada taxa de informalidade constitui um dos principais obstáculos ao crescimento económico sustentável e à criação de emprego formal.
“Hoje, mais de 80% da força de trabalho angolana sobrevive na informalidade. Uma economia que empurra milhões para a sobrevivência diária não está a gerar desenvolvimento, está a reproduzir pobreza”, declarou.
Para o dirigente político, a economia nacional deve ser orientada para a produção e para a criação de riqueza através do trabalho, reduzindo a dependência de actividades informais e promovendo oportunidades estáveis de rendimento.


Produção Nacional no Centro da Estratégia Económica
Adalberto Costa Júnior defendeu a criação de uma cadeia produtiva integrada, ligando agricultores, indústria transformadora, transportadores e comerciantes, com vista a dinamizar o mercado interno e aumentar a capacidade produtiva do país.
“A solução existe. Está no campo. Está na produção nacional. Está na ligação entre quem produz, quem transforma, quem transporta e quem vende”, sublinhou.
O líder da UNITA acrescentou que a diversificação económica deve partir da agricultura e expandir-se para a indústria, criando empregos e fortalecendo o tecido empresarial nacional.
Boa Governação e Transparência como Factores de Crescimento
Além da aposta na produção, Adalberto Costa Júnior defendeu que o desenvolvimento económico depende igualmente da transparência na gestão dos recursos públicos e da integridade das instituições.


“Quando o campo produz, a cidade prospera. Quando a agricultura cresce, a indústria avança. Quando há integridade na gestão pública, há riqueza para todos”, afirmou.
O presidente da UNITA concluiu defendendo que Angola dispõe de condições para inverter o actual quadro económico e social, desde que sejam adoptadas políticas orientadas para a produção, o emprego e a valorização dos recursos nacionais.
“É possível vencer o desemprego e chegou o tempo de fazer acontecer”, concluiu.

