José Carlos de Almeida apresentou um conjunto de propostas destinadas a transformar a mobilidade urbana e rodoviária em Angola, defendendo investimentos em infraestruturas, maior fiscalização do trânsito e medidas para melhorar a circulação de pessoas e veículos no país.
Numa publicação divulgada nas redes sociais, o pensador, escritor e político afirmou que, caso venha a assumir a Presidência da República, fará da mobilidade uma das prioridades do seu Executivo, apostando na construção e reabilitação de estradas secundárias e terciárias para reduzir os congestionamentos nas principais vias.
“Quando eu for Presidente da República, o meu Executivo preocupar-se-á com a mobilidade, o que pressupõe a construção ou reparação de estradas secundárias e terciárias, de modo a se evitar os constantes engarrafamentos nas estradas principais.”
José Carlos de Almeida defendeu igualmente a construção de mais passagens pedonais aéreas, argumentando que as passadeiras, embora indispensáveis para a segurança dos peões, podem comprometer a fluidez do trânsito durante as horas de maior movimento.
Segundo o político, após a construção dessas infraestruturas, a travessia de peões fora dos locais autorizados deixaria de ser permitida, sendo igualmente proibido o comércio nas estradas e passeios.

Outra das propostas passa pelo alargamento dos passeios públicos e pela criação de ciclovias, de forma a incentivar o uso da bicicleta como meio de transporte e prática desportiva.
No setor automóvel, José Carlos de Almeida propõe a autorização da importação de viaturas usadas com até sete anos de fabrico, medida que, na sua perspetiva, permitirá facilitar o acesso dos cidadãos e empresas a veículos para uso pessoal e profissional.
“O Executivo vai permitir a importação de viaturas de segunda mão com até sete anos de fabrico.”
O político considera ainda que esta medida deverá estimular o surgimento de empresas privadas dedicadas à importação de peças sobressalentes, sem comprometer a fiscalização técnica das viaturas nem a cobrança dos impostos correspondentes.
Entre as propostas apresentadas figura igualmente a construção de parques de estacionamento para veículos ligeiros e pesados, defendendo que novos empreendimentos comerciais apenas sejam licenciados caso contemplem áreas proporcionais de estacionamento.
José Carlos de Almeida propõe também o reforço das medidas de fiscalização rodoviária, com tolerância zero para a circulação em contramão, veículos sem iluminação ou sem inspeção periódica obrigatória, bem como para a circulação nas bermas das estradas.

“Angola precisa de paz e ordem nas estradas.”
O autor defende ainda um maior rigor na emissão de cartas de condução e outros documentos de viação, admitindo que alguns automobilistas possam ser obrigados a realizar novos exames de condução sempre que a lei o justificar.
Entre as medidas estruturantes, destaca igualmente a construção, ao longo das estradas nacionais, de grandes áreas de serviço sob gestão da Sonangol, equipadas com postos de abastecimento, parques de estacionamento, oficinas de pneus, instalações sanitárias e pequenos postos de saúde para primeiros socorros.

Nas imediações dessas áreas, propõe igualmente a instalação de unidades da Polícia Nacional, equipas da Proteção Civil, ambulâncias, serviços de reboque e brigadas para remoção de viaturas sinistradas, animais mortos e árvores caídas.
José Carlos de Almeida defende ainda que todos os automobilistas sejam obrigados a transportar nas suas viaturas um triângulo de sinalização e um colete refletor, reforçando as condições de segurança rodoviária.

