Especialistas da Universidade Agostinho Neto alertaram para o risco de desaparecimento gradual do imbondeiro e de outras espécies vegetais em Angola, defendendo o reforço das medidas de conservação da biodiversidade nacional.
O alerta resulta de um estudo desenvolvido por biólogos da instituição, que identificou várias espécies integradas na chamada lista vermelha, considerada um indicador das plantas mais vulneráveis à extinção.
A directora do Jardim Botânico do Campus da Universidade Agostinho Neto explicou que algumas espécies exigem acompanhamento permanente para garantir a sua sobrevivência.

“Podemos contar com plantas ameaçadas que requerem certos acompanhamentos para que essa planta não desapareça do planeta Terra. Temos o imbondeiro que está na nossa lista vermelha”, afirmou.
A especialista destacou igualmente a situação da Welwitschia mirabilis, uma das plantas mais emblemáticas do deserto do Namibe. “Estamos também a falar da Welwitschia Mirabilis, que também está na lista vermelha, pois ela só se encontra em Angola, por isso deve ter uma atenção especial”, alertou.

Segundo a responsável, a preservação destas espécies vai muito além do valor paisagístico.
“Tudo depende de como estamos a usar estas plantas, porque elas têm valor não só paisagístico, mas também vão afectar directamente a qualidade da nossa vida, quer a nível pessoal quer global”, sublinhou, defendendo uma maior consciencialização sobre a importância dos recursos naturais para o equilíbrio ambiental e o bem-estar das populações.
A Universidade Agostinho Neto tem desenvolvido iniciativas para promover a educação ambiental e fortalecer a conservação da biodiversidade.
“Temos projectado cursos ligados à educação ambiental, como plantar, como identificar uma planta e porque temos de conservar”, explicou a directora, acrescentando que a sensibilização deve abranger diferentes sectores da sociedade.

