Luanda — A Sonangol Distribuição e Comercialização garantiu, esta quinta-feira, que o país continua com combustível disponível para responder à procura nacional, numa altura em que várias bombas de abastecimento enfrentam pressão crescente e longas filas em diferentes pontos de Angola.
Em comunicado, a empresa reconheceu existir uma procura “atípica” nos últimos dias e revelou que está em curso um plano de estabilização da rede de abastecimento para evitar rupturas no fornecimento. A situação voltou a levantar preocupações públicas sobre a fragilidade logística do sistema de distribuição de combustíveis num país que continua entre os maiores produtores de petróleo de África.
Apesar das garantias oficiais, o aumento repentino da procura alimentou especulações nas redes sociais e entre automobilistas, onde cresce o receio de possíveis limitações de abastecimento ou tensão nos stocks disponíveis. Em alguns postos, consumidores relatam corridas ao combustível motivadas pelo medo de escassez, fenómeno que historicamente tende a agravar ainda mais a pressão sobre a rede.


O episódio também reacende críticas sobre a dependência estrutural de Angola da importação de combustíveis refinados, mesmo sendo um grande produtor petrolífero. Para analistas, casos como este expõem as contradições de um país rico em petróleo, mas ainda vulnerável a falhas operacionais, atrasos logísticos e oscilações no sistema interno de distribuição.
Nos bastidores, cresce igualmente a preocupação com o impacto económico de qualquer instabilidade prolongada no abastecimento, sobretudo para sectores ligados aos transportes, comércio informal e cadeias de distribuição urbana, altamente dependentes do consumo diário de combustível.

A Sonangol insiste, no entanto, que o abastecimento está assegurado e apela à calma da população enquanto decorrem as medidas de normalização da rede.
Fonte: Sonangol Distribuição e Comercialização.

