A dívida de Angola com a China caiu para cerca de 12,9 mil milhões de dólares em 2025, depois de já ter ultrapassado os 24 mil milhões, segundo o embaixador chinês em Angola, Zhang Bin.

A redução resulta dos esforços do Governo angolano em renegociar pagamentos e amortizar parte da dívida, permitindo libertar receitas antes bloqueadas como garantia financeira.
Ainda assim, o cenário reacende o debate sobre até que ponto Angola está realmente a diminuir a dependência económica em relação à China.

Durante uma conferência em Luanda, Zhang Bin afirmou que a dívida poderá baixar para cerca de 11 mil milhões de dólares nos próximos meses e destacou que mais de 600 empresas chinesas operam actualmente em Angola.
Segundo o diplomata, os investimentos chineses já representam 25% da produção nacional de arroz e 33,3% da aquicultura local.
Para muitos observadores, Angola continua diante de um dilema estratégico aproveitar o capital chinês para crescer sem aprofundar uma dependência económica que pode limitar a autonomia futura do país.
Analistas alertam, porém, que o crescimento da presença chinesa em sectores estratégicos também aumenta a influência económica de Pequim sobre o mercado angolano.


Ao mesmo tempo, a China iniciou uma política de tarifa zero sobre produtos importados de 53 países africanos, incluindo Angola, numa tentativa de incentivar exportações e industrialização até 2028.
O Governo angolano vê a medida como oportunidade para diversificar a economia além do petróleo, mas especialistas defendem que o verdadeiro desafio será transformar acordos comerciais em produção nacional sustentável.

