O presidente Donald Trump elevou o tom nas negociações sobre o Irã e declarou que os países envolvidos nas conversações regionais terão de aderir “imediatamente” aos Acordos de Abraão, condição que transformou num novo eixo estratégico da política externa norte-americana.
Trump afirmou que as negociações com Teerã “estão progredindo bem”, mas avisou que só aceitará “um grande acordo”. Caso contrário, alertou para um possível regresso ao confronto militar “maior e mais forte do que nunca”, numa declaração que aumentou a tensão diplomática em torno do Médio Oriente.
Na plataforma Truth Social, o líder norte-americano disse ter discutido a exigência com países como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Turquia e Egito. Segundo Trump, os países que recusarem aderir aos acordos poderão ser excluídos de futuros entendimentos com o Irã por demonstrarem “más intenções”.


Os Acordos de Abraão, promovidos durante o primeiro mandato de Trump, normalizaram relações entre Israel e vários países árabes, abrindo espaço para cooperação económica, diplomática e militar. Agora, Trump tenta transformar o acordo numa ferramenta de pressão geopolítica mais ampla sobre a região.
Fonte: Declarações de Donald Trump na Truth Social e imprensa internacional

