Um deslizamento de terras numa mina ilegal de ouro no município de Nambuangongo, província do Bengo, matou 28 garimpeiros e voltou a expor o nível de risco extremo enfrentado por centenas de angolanos que sobrevivem da exploração ilegal de minerais no país. Entre as vítimas, 13 pertenciam à mesma família.


Segundo o Serviço de Protecção Civil e Bombeiros de Angola, o acidente aconteceu na aldeia do Mucunha, perto da comuna do Kicabo, e as operações de resgate terminaram com apenas quatro sobreviventes confirmados. O caso gerou forte comoção social e reacendeu críticas sobre ausência de controlo efectivo nas zonas de garimpo.


Partidos como a UNITA e o PRA-JA Servir Angola reagiram à tragédia com mensagens de condolências, enquanto activistas alertam que mortes em minas ilegais continuam a repetir-se sem respostas estruturais do Estado.
Para analistas, o drama do Bengo mostra como pobreza, desemprego e falta de oportunidades continuam a empurrar milhares de jovens para actividades clandestinas de alto risco, transformando o garimpo ilegal numa das faces mais silenciosas da crise social angolana.
Fonte: Serviço de Protecção Civil e Bombeiros de Angola e Jornal de Angola.

