A ministra das Finanças de Angola, Vera Daves de Sousa, defendeu esta quinta-feira, em Luanda, uma maior responsabilização colectiva entre os líderes do sector financeiro público, numa estratégia voltada para reforçar a previsibilidade, disciplina e eficiência na execução das políticas económicas do país.
A governante alertou que o funcionamento sustentável das instituições depende de decisões coordenadas, rigor técnico e maior compromisso institucional, sobretudo num contexto em que Angola procura consolidar a estabilidade macroeconómica e melhorar a confiança dos investidores nacionais e estrangeiros.


A orientação surge num período em que o Ministério das Finanças intensifica reformas estruturais para modernizar a administração pública, fortalecer a gestão orçamental e aumentar a transparência na utilização dos recursos do Estado.
O foco na responsabilização colectiva poderá contribuir para reduzir riscos operacionais, acelerar processos administrativos e melhorar a execução de programas estratégicos ligados ao investimento público, arrecadação fiscal e controlo da despesa.
A previsibilidade defendida pela ministra é vista como um elemento essencial para criar um ambiente mais favorável aos negócios, especialmente para empresas que dependem de estabilidade financeira e confiança institucional para expandir operações em Angola.


O reforço da cultura de rigor dentro do sector financeiro poderá igualmente gerar impactos positivos na relação entre o Estado, instituições multilaterais e mercados internacionais, numa altura em que Angola procura consolidar credibilidade junto de parceiros financeiros globais.
Especialistas defendem que uma administração pública mais eficiente tende a melhorar indicadores de governação económica, facilitar o acesso a financiamento externo e aumentar a competitividade do país na atração de capital privado.
As declarações foram feitas durante um encontro de liderança do Ministério das Finanças, segundo informações divulgadas pela instituição.

