A Assembleia Nacional de Angola inaugurou esta quarta-feira, em Luanda, uma galeria dedicada aos antigos presidentes do órgão legislativo, numa iniciativa voltada para a valorização da memória institucional e do percurso democrático do país.
A cerimónia foi orientada pelo actual presidente do parlamento, Adão de Almeida, que destacou a importância de reconhecer os contributos dos líderes que marcaram diferentes fases da vida política nacional.


O espaço expositivo reúne perfis de várias figuras que estiveram à frente da Assembleia Nacional, evidenciando o seu papel no fortalecimento das instituições e na promoção do pluralismo político em Angola.
Entre os homenageados, consta Fernando José de França Dias Van-Dúnem, que liderou o parlamento no período que se seguiu às eleições de 1992, numa fase de transição para o multipartidarismo e de reorganização institucional em contexto de conflito.
A galeria inclui também Roberto António Victor Francisco de Almeida, cuja liderança coincidiu com um período de consolidação legislativa e momentos marcantes da história recente, como o desfecho do conflito armado com o Memorando Complementar ao Protocolo de Lusaka.



Outro nome em destaque é Fernando da Piedade Dias dos Santos, associado ao reforço do diálogo político e à aprovação da Constituição da República de Angola, considerada um marco na consolidação do Estado democrático.
O percurso de António Paulo Kassoma também integra a galeria, com enfoque na modernização do funcionamento parlamentar e no fortalecimento dos mecanismos de fiscalização.
A lista contempla ainda Carolina Cerqueira, a primeira mulher a assumir a liderança do órgão, com um mandato marcado pela promoção da igualdade de género e pelo reforço da diplomacia parlamentar, incluindo a realização da 147.ª Assembleia da União Interparlamentar.

Para além do percurso político, o espaço apresenta dados biográficos essenciais dos antigos presidentes, permitindo ao público compreender melhor o trajecto individual de cada dirigente.
Com esta iniciativa, a Assembleia Nacional reforça o seu compromisso com a preservação da memória colectiva, sublinhando o papel desempenhado pelos seus líderes na construção da democracia, da paz e do desenvolvimento em Angola.

