A União Europeia anunciou, nesta quinta-feira (29) a designação do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irão (IRGC) como organização terrorista, numa decisão aprovada por unanimidade pelos ministros dos Negócios Estrangeiros dos 27 Estados-membros, reunidos em Bruxelas.
O anúncio foi feito pela Alta Representante da UE para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança, Kaja Kallas, que confirmou a medida em declarações públicas e através das suas redes sociais, sublinhando a necessidade de uma resposta firme à repressão no Irão.
Segundo Kallas, a violência exercida contra a população iraniana e o envolvimento do IRGC em ações consideradas desestabilizadoras , justificando a inclusão do grupo na lista de organizações terroristas do bloco.

“não podem ficar sem resposta“
A chefe da diplomacia europeia afirmou ainda que regimes que recorrem sistematicamente à repressão acabam por “trabalhar para a sua própria ruína”, defendendo que a União Europeia deve agir de forma coerente com os seus princípios.
A decisão contou também com o apoio explícito da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, que classificou a designação como uma medida “devida há muito tempo”, reforçando a posição institucional do bloco.


A classificação da UE ocorre em meio à escalada das tensões entre Irã e EUA, com o presidente Donald Trump ameaçando atacar o país do Oriente Médio caso ele não assine um acordo nuclear. Kallas afirmou anteriormente que essa ação colocará a Guarda Revolucionária Islâmica “no mesmo patamar da Al-Qaeda, do Hamas e do Estado Islâmico”.
Com esta decisão, passam a aplicar-se sanções mais rigorosas, incluindo congelamento de bens, proibição de viagens e restrições a qualquer tipo de apoio financeiro ou logístico ao IRGC dentro do espaço europeu.
O passo aprofunda as tensões diplomáticas entre Bruxelas e Teerã e surge num contexto de crescente instabilidade no Médio Oriente, elevando o peso político da União Europeia no debate sobre segurança regional e direitos humanos.
