A Amazon anunciou que irá cortar cerca de 16 mil postos de trabalho em todo o mundo, numa nova rodada de demissões que atinge principalmente o quadro corporativo da empresa. A medida faz parte de um processo de reestruturação interna voltado à redução de custos, simplificação da gestão e redirecionamento de investimentos para áreas consideradas estratégicas.
Segundo a empresa, os cortes visam diminuir camadas hierárquicas e burocracias, ao mesmo tempo, em que a companhia amplia o foco em tecnologias como inteligência artificial, automação e eficiência operacional. Esta é a maior onda de demissões desde 2023 e ocorre após outro corte significativo realizado no final de 2025.



Com esta nova etapa, a Amazon soma aproximadamente 30 mil demissões em poucos meses, o que representa uma parcela relevante do seu quadro administrativo, embora a maioria dos cerca de 1,5 milhão de funcionários globais da empresa atue em centros de distribuição e operações logísticas, que não foram diretamente afetados.
A empresa informou que os trabalhadores impactados, especialmente nos Estados Unidos, terão um prazo para tentar realocação interna. Caso não consigam uma nova função, receberão indemnizações e apoio na transição de carreira, além da manutenção temporária de benefícios.
Os cortes refletem um movimento mais amplo no setor de tecnologia, onde grandes empresas têm revisto estratégias após expansões aceleradas durante a pandemia e diante de um cenário económico mais cauteloso, marcado por mudanças rápidas no uso de novas tecnologias e pressão por maior rentabilidade.
A Amazon afirma que continuará a contratar em áreas consideradas prioritárias, mesmo com a redução de pessoal em funções administrativas.
