O fundador do Telegram, Pavel Durov, voltou a colocar em causa a segurança do WhatsApp, aplicativo de mensagens pertencente à Meta. A declaração foi feita nesta segunda-feira (26), em reação a uma ação judicial coletiva movida contra a Meta Platforms por utilizadores de diferentes países, que acusam a empresa de armazenar, analisar e acessar comunicações privadas realizadas no WhatsApp.

“ É preciso ser um idiota para acreditar que o WhatsApp é seguro em 2026 “.
Segundo Durov, como o aplicativo implementa a sua criptografia apresenta falhas significativas. “Quando analisamos como o WhatsApp implementou a sua ‘criptografia’, encontramos múltiplos vetores de ataque”, afirmou o empresário, reforçando as críticas recorrentes que tem feito à plataforma concorrente.
A ação judicial envolve utilizadores de países como Austrália, Brasil, México, Índia e África do Sul, e foi apresentada num tribunal distrital de São Francisco, nos Estados Unidos. Os autores do processo alegam que a Meta tem capacidade técnica para aceder a grande parte das mensagens trocadas no aplicativo, apesar das garantias públicas de privacidade.
O comentário de Durov surge num contexto de crescente debate internacional sobre proteção de dados, privacidade digital e a atuação das grandes plataformas tecnológicas no tratamento das comunicações dos seus utilizadores.
Por sua vez, o Telegram afirma adotar uma abordagem centrada na privacidade, destacando o uso de criptografia avançada, a inexistência de recolha de dados para fins comerciais e a possibilidade de utilização de chats secretos, que oferecem mensagens com autodestruição e maior controlo por parte dos utilizadores sobre as suas comunicações.

