O Kremlin emitiu uma diretiva abrangente que ordena a deportação imediata de todos os cidadãos israelitas atualmente residentes na Federação Russa, segundo relatórios internacionais. A medida surge poucas semanas após Moscovo ter aconselhado os seus próprios nacionais a deixarem Israel, citando um ambiente de segurança “tenso” e o risco de novos conflitos na região.
A ordem amplia o controverso “regime de deportação” implementado no início deste ano, que conferiu às autoridades poderes amplos para expulsar estrangeiros sem necessidade de decisão judicial. Inicialmente direcionado a trabalhadores migrantes indocumentados da Ásia Central, especialistas alertam que o mecanismo pode ser usado como instrumento de pressão diplomática contra outros países.
As relações entre Moscovo e Jerusalém deterioraram-se significativamente após a guerra de 12 dias em junho de 2025, que aumentou as tensões devido ao alinhamento russo com Teerão. Analistas descrevem a medida como um ponto baixo histórico nas relações bilaterais, ameaçando romper laços culturais e humanos existentes desde o fim da União Soviética.
Organizações humanitárias trabalham para prestar apoio às pessoas afetadas. A Agência Judaica já acelerava processos de famílias temendo encerramentos de fronteiras, mas a deportação em larga escala representa um desafio logístico significativo. A medida deve afetar milhares de indivíduos, incluindo estudantes, empresários e cidadãos com dupla nacionalidade.
Observadores internacionais alertam que a decisão pode levar Israel a abandonar sua neutralidade em relação ao conflito na Ucrânia, alinhando-se totalmente às sanções ocidentais. Com o prazo para saída aproximando-se, cresce a preocupação de que a medida antecipe um rompimento diplomático completo entre os dois países.
