Angola começa a redefinir as suas prioridades de desenvolvimento, colocando o capital humano no centro da estratégia nacional. Num país em que a juventude representa a maioria da população, investir no talento e na capacitação dos jovens deixou de ser apenas uma opção para se tornar uma necessidade estrutural.
Durante a recente Conferência Nacional sobre o Capital Humano, realizada em Luanda, o Presidente da República destacou que o futuro do país depende do investimento nas competências e capacidades do seu povo. Esta visão encontra correspondência no sector bancário, onde algumas instituições têm, há vários anos, apostado de forma consistente na formação da juventude e no desenvolvimento de quadros nacionais.
O Banco Angolano de Investimentos (BAI) tem-se destacado neste domínio através de iniciativas concretas, como o programa Bolsa de Mérito da Fundação BAI, que apoia estudantes com elevado desempenho académico e limitações financeiras. Muitos destes jovens, com médias superiores a 15 valores, têm conseguido concluir a formação superior em instituições como o Instituto Superior de Administração e universidades de referência, incluindo a Católica de Angola e a Universidade Agostinho Neto.
Para além do apoio externo, o banco investe igualmente na formação interna, através do Programa de Estágios BAI, que em 2024 integrou dezenas de recém-licenciados, com uma parte significativa a ser absorvida para o quadro permanente da instituição. Iniciativas como o Programa Tutores reforçam esta aposta, promovendo a partilha de conhecimento entre quadros seniores e jovens profissionais, num modelo baseado na experiência e na transmissão de saber.
Ao apostar no capital humano, a banca demonstra que o desenvolvimento sustentável vai além do financiamento tradicional, assumindo um papel activo na preparação das novas gerações e na construção de uma economia mais sólida e competitiva.
Artigo de opinião
Autor: Vicente Lopes
