O governo de Israel anunciou que a passagem de Rafah, que liga a Faixa de Gaza ao Egito, será reaberta neste domingo, 2 de fevereiro de 2026, após quase dois anos de bloqueio parcial que dificultou a circulação de pessoas e a entrega de bens essenciais no enclave palestino.
A decisão foi confirmada pela agência israelense COGAT, responsável pelos assuntos civis em Gaza, e envolve uma abertura gradual e controlada, com prioridade para pacientes, trabalhadores humanitários, estudantes e casos urgentes. A passagem será monitorada pelo Egito e com supervisão da União Europeia, visando garantir a segurança e a organização do trânsito.
A medida ocorre em meio a um cenário humanitário crítico, com escassez de alimentos, água potável, combustível e medicamentos, agravada por conflitos recentes entre Israel e grupos armados no território palestino. Organizações internacionais, incluindo ONU e Cruz Vermelha, vinham solicitando a reabertura da passagem para evitar uma crise ainda maior.

O Egito, que administra o lado oposto da passagem, afirmou que irá cooperar plenamente com Israel, garantindo que a operação seja segura e organizada, evitando congestionamentos e possíveis incidentes durante a travessia.
Especialistas destacam que a reabertura de Rafah não representa um levantamento completo do bloqueio, mas é um passo importante para aliviar a situação humanitária, permitindo que milhares de pessoas com necessidades urgentes consigam sair de Gaza ou receber ajuda externa.
Esta decisão segue a tendência de pressão internacional sobre Israel para facilitar o acesso humanitário, e surge num momento de tensões políticas e militares na região, ao mesmo tempo em que aumenta a atenção global para as condições de vida da população civil em Gaza.
