Tensões entre o Irã e os Estados Unidos continuam a intensificar-se no Médio Oriente, após declarações de autoridades iranianas afirmando que qualquer ação militar dos EUA será vista como o “início de uma guerra” e poderá resultar numa resposta dirigida também a Israel.
O alerta foi feito pelo assessor político do líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, Ali Shamkhani, que publicou uma mensagem nas redes sociais afirmando que um ataque americano de qualquer origem ou nível seria interpretado como um acto de guerra e que a resposta iraniana seria “imediata, total e sem precedentes”, incluindo alvos no “coração de Tel Aviv” e contra todos os que apoiassem o agressor.


A retórica beligerante surge num momento em que o presidente dos EUA, Donald Trump, tem aumentado a pressão sobre Teerã, exigindo negociações sobre o programa nuclear iraniano e deslocando forças navais significativas — incluindo o grupo de ataque do porta-aviões USS Abraham Lincoln — para a região como sinal de dissuasão.
Paralelamente, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, reiterou que Teerã está preparado para responder com força a qualquer agressão, embora tenha reiterado que o país permanece aberto a um acordo nuclear justo e não coercivo.

A escalada de declarações ocorre num momento em que a diplomacia tenta conter um possível confronto mais amplo: o chefe da diplomacia iraniana tem previstas conversas na Turquia com o seu homólogo turco, Hakan Fidan, para discutir a crise e explorar caminhos para reduzir tensões, com Ancara a opor-se a qualquer intervenção militar no Irã.
Analistas avisam que a contínua troca de ameaças eleva o risco de um conflito regional, com potenciais consequências não apenas para os actores directamente envolvidos, mas também para a estabilidade no Médio Oriente e para as rotas de energia globais.
Fonte: The National News