O Tribunal Constitucional confirmou a existência de um processo que contesta a legalidade da 5ª Convenção Ordinária do Bloco Democrático (BD), realizada no ano passado. A direcção do partido informou que o presidente da formação política já foi formalmente notificado sobre o recurso que pede a impugnação do encontro que definiu a actual liderança.

A acção judicial foi interposta por um grupo de militantes do BD que questiona a conformidade dos procedimentos adoptados durante a convenção. Os autores do recurso alegam que o evento não respeitou normas internas do partido nem disposições previstas na Lei dos Partidos Políticos, razão pela qual solicitaram a intervenção do Tribunal Constitucional.
A convenção em causa ficou marcada por fortes tensões internas, sobretudo após disputas eleitorais entre figuras históricas e novos quadros do partido. O desfecho do processo eleitoral interno gerou descontentamento em alguns sectores, que acabaram por recorrer à via judicial para tentar anular as decisões tomadas.
Em reacção, a direcção do Bloco Democrático reconheceu ter recebido a notificação do Tribunal Constitucional e garantiu que está a acompanhar o caso com o apoio de assessoria jurídica. A liderança do partido afirma estar confiante de que os actos praticados durante a convenção obedeceram à legalidade e aos estatutos da organização.

Apesar do recurso em curso, a actual direcção do BD continua em funções e assegura que o partido mantém a sua actividade política normal. Os dirigentes sublinham que a impugnação não suspende automaticamente os efeitos da convenção, aguardando-se agora a análise e decisão do Tribunal Constitucional.
Este processo surge num contexto sensível para o Bloco Democrático, que enfrenta desafios relacionados com a sua reorganização interna e com o seu posicionamento no xadrez político nacional. O desfecho do recurso poderá ter impacto significativo no futuro do partido e na sua preparação para os próximos ciclos eleitorais.
