O Papa Leão XIV defendeu, este sábado, no Vaticano, a importância do batismo de crianças, comparando a fé a bens indispensáveis para a vida, como o alimento e a roupa. A posição foi expressa durante a tradicional Missa do Batismo do Senhor, celebrada na Capela Sistina, onde o pontífice batizou 20 crianças, filhos de funcionários da Santa Sé.
Na homilia, Leão XIV sublinhou que, tal como os pais não privam os filhos do que é essencial para viver, também não devem adiar a transmissão da fé. Segundo afirmou, a fé é mais do que necessária, porque é nela que a vida encontra sentido e salvação em Deus.
Refletindo sobre o batismo de Jesus no rio Jordão, o Papa destacou Cristo como luz no meio das trevas e como aquele que escolheu partilhar a condição humana sem distanciamentos. Explicou que o gesto de Jesus inaugura um sinal de perdão, comunhão, morte e ressurreição.
Dirigindo-se às famílias presentes, o pontífice deixou ainda uma mensagem sobre o ciclo da vida e o cuidado mútuo entre pais e filhos, recordando que o tempo transforma os papéis, e que aqueles que hoje são carregados nos braços um dia serão também apoio para os pais.
A celebração seguiu os ritos próprios do sacramento do batismo, incluindo a unção, a renúncia ao mal, a entrega da veste branca e o acender da vela no círio pascal, símbolo da luz de Cristo ressuscitado. A Missa foi celebrada num altar colocado diante do fresco do Juízo Final, permitindo ao Papa presidir voltado para a assembleia.
Esta foi a primeira vez que Leão XIV presidiu à celebração do Batismo do Senhor desde o início do seu pontificado. No final da cerimónia, o Papa entregou lembranças às famílias das crianças batizadas, mantendo uma tradição iniciada por São João Paulo II em 1983. Fonte: Agência Eclesia
