O presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, afirmou que a UNITA é “o partido mais democrático de Angola”, numa declaração que voltou a aquecer o ambiente político nacional e a reabrir o debate sobre democracia interna, pluralismo e alternância no país. A declaração foi divulgada pelo Gabinete de Comunicação e Imagem da Presidência (GCIP).
A afirmação surge num contexto de crescente disputa narrativa entre os principais partidos angolanos, numa altura em que a oposição procura reforçar a sua posição junto da opinião pública. Analistas entendem que o discurso procura consolidar a imagem da UNITA como principal alternativa política no país.

Nos bastidores, a declaração também levanta questionamentos sobre o funcionamento interno dos partidos e sobre até que ponto as formações políticas angolanas conseguem promover maior abertura, participação e renovação de lideranças. Especialistas consideram que a mensagem foi direccionada sobretudo ao eleitorado jovem e urbano, mais activo nas redes sociais e nos debates políticos.
Ao posicionar a UNITA como referência democrática, Adalberto Costa Júnior reforça indirectamente o confronto político com o MPLA, num momento em que o debate sobre governação, liberdade política e confiança institucional ganha novo peso no espaço público.

A declaração volta a mostrar que a disputa política em Angola deixou de acontecer apenas nas instituições e passou também para o campo da influência pública, da narrativa política e da percepção social sobre democracia e poder.
