Delegações da Rússia, dos Estados Unidos e da Ucrânia registaram “progressos significativos” durante a terceira ronda de negociações trilaterais realizadas em Genebra, na Suíça, segundo o enviado especial do presidente norte-americano, Donald Trump, o diplomata Steve Witkoff.
As conversações, com duração de dois dias, tiveram como objectivo encontrar uma solução para o conflito na Ucrânia. Este foi o terceiro encontro no formato trilateral, após duas rondas anteriores realizadas em Abu Dhabi, em Janeiro deste ano.

Numa publicação na rede social X, Witkoff afirmou que os esforços diplomáticos permitiram aproximar as partes e alcançar avanços relevantes. Segundo o enviado, após o primeiro dia de reuniões, as delegações russa e ucraniana concordaram em informar os respectivos líderes e manter o diálogo com vista a um possível acordo.
O responsável norte-americano agradeceu ainda às autoridades suíças pela organização e acolhimento das negociações. De acordo com fontes ligadas ao processo, os encontros prosseguiram em Genebra em formato trilateral e à porta fechada.
O ministro da Defesa da Ucrânia e chefe da delegação do país, Rustem Umerov, afirmou que as discussões iniciais se centraram em aspectos práticos e nos mecanismos de eventuais soluções para o conflito. O dirigente revelou também ter mantido encontros paralelos com representantes dos Estados Unidos e de países europeus aliados de Kiev, incluindo a França, o Reino Unido, a Alemanha, a Itália e a própria Suíça.
Segundo Umerov, existe entendimento entre os parceiros quanto à necessidade de coordenação e responsabilidade conjunta na busca de uma solução diplomática.

Até ao momento, o chefe da delegação russa, Vladimir Medinsky, não prestou declarações públicas sobre o conteúdo das negociações. Moscovo tem mantido a posição de não comentar detalhes sensíveis durante o processo diplomático.
Por sua vez, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, indicou anteriormente que a delegação russa pretendia abordar uma ampla agenda, incluindo questões territoriais e reivindicações consideradas centrais para Moscovo.
A Rússia defende que uma solução duradoura exige a retirada das forças ucranianas de áreas disputadas na região de Donbass, além do abandono das aspirações de adesão à NATO e a adopção de medidas de desmilitarização.

