A Cidade do Vaticano mantém, desde a sua criação em 1929, uma taxa de natalidade oficialmente nula. O menor Estado independente do mundo não registra nascimentos dentro do seu território, característica que o torna um caso singular no cenário internacional.
A população local é formada essencialmente por membros do clero, guardas suíços e funcionários ligados à Santa Sé. O território não dispõe de hospitais nem de maternidades, e a maioria dos seus residentes vive sob votos de celibato ou desempenha funções de caráter temporário.


Sempre que há necessidade de assistência médica , incluindo partos os residentes são encaminhados para unidades hospitalares em Roma, na Itália. Dessa forma, todos os nascimentos associados a cidadãos do Vaticano são oficialmente registrados em solo italiano, o que impede a aquisição da cidadania vaticana por direito de nascimento.
No Vaticano, a nacionalidade é atribuída por via administrativa a pessoas que ocupam cargos ou desempenham funções específicas junto à Santa Sé. Esse estatuto é retirado quando termina o exercício dessas funções. A organização institucional do Estado reforça o seu papel como centro religioso e administrativo da Igreja Católica, e não como uma sociedade estruturada para crescimento demográfico natural.

