{"id":4446,"date":"2026-01-14T09:09:09","date_gmt":"2026-01-14T09:09:09","guid":{"rendered":"https:\/\/tvlivreangola.com\/?p=4446"},"modified":"2026-01-14T09:09:10","modified_gmt":"2026-01-14T09:09:10","slug":"provincia-da-huila-regista-15-zonas-ilegais-de-exploracao-de-ouro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tvlivreangola.com\/index.php\/2026\/01\/14\/provincia-da-huila-regista-15-zonas-ilegais-de-exploracao-de-ouro\/","title":{"rendered":"Prov\u00edncia da Hu\u00edla regista 15 zonas ilegais de explora\u00e7\u00e3o de ouro"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O comandante provincial da Pol\u00edcia Nacional na Hu\u00edla informou, segunda-feira, que existem na regi\u00e3o 15 zonas activas de garimpo ilegal de ouro, distribu\u00eddas pelos munic\u00edpios do Cuvango, Dongo e Jamba, envolvendo mais de 26 mil indiv\u00edduos, entre nacionais e estrangeiros.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em declara\u00e7\u00f5es \u00e0 imprensa, Divaldo Martins afirmou que a situa\u00e7\u00e3o preocupa as autoridades da prov\u00edncia, por estar a causar impactos negativos na seguran\u00e7a p\u00fablica, no meio ambiente e na economia local, uma vez que o ouro \u00e9 explorado de forma clandestina, sem qualquer retorno efectivo para os cofres do Estado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo o respons\u00e1vel, a actividade favorece ainda o surgimento de redes de criminalidade e exp\u00f5e os pr\u00f3prios garimpeiros a riscos elevados, devido \u00e0s prec\u00e1rias condi\u00e7\u00f5es de trabalho e \u00e0 aus\u00eancia de controlo t\u00e9cnico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por seu turno, o administrador municipal do Cuvango, Lu\u00eds Paulo Ndala, defendeu que, caso a explora\u00e7\u00e3o de ouro seja enquadrada de forma legal e organizada, pode transformar-se numa oportunidade de desenvolvimento para a regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O gestor considera que a cria\u00e7\u00e3o de cooperativas mineiras, integrando cidad\u00e3os locais do munic\u00edpio e da prov\u00edncia, permitiria transformar o garimpo numa actividade regulada, geradora de emprego e de receitas fiscais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cAs pessoas v\u00e3o para o garimpo \u00e0 procura de recursos para se sustentarem\u201d, afirmou, defendendo que o garimpeiro deve ser visto como trabalhador e n\u00e3o apenas como infractor.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A opini\u00e3o \u00e9 partilhada por residentes das zonas afectadas. Ant\u00f3nio Paulo, morador do munic\u00edpio do Cuvango, aponta a falta de alternativas econ\u00f3micas como a base do problema.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cMuitos jovens desempregados, sem apoio para trabalhar na agricultura, acabam por ir ao garimpo como \u00fanica forma de sobreviv\u00eancia\u201d, salientou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J\u00e1 Maria da Concei\u00e7\u00e3o, comerciante na vila do Dongo, alertou para os efeitos negativos da actividade ilegal na vida das comunidades, sublinhando que, sem controlo, o garimpo intensifica o movimento de pessoas e bens, aumenta a inseguran\u00e7a e contribui para a destrui\u00e7\u00e3o dos rios.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As autoridades defendem, por isso, uma abordagem integrada, que combine o refor\u00e7o da fiscaliza\u00e7\u00e3o com pol\u00edticas sociais e econ\u00f3micas capazes de criar alternativas de rendimento, sobretudo para os jovens, transformando um problema de seguran\u00e7a num factor de desenvolvimento sustent\u00e1vel para a regi\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O comandante provincial da Pol\u00edcia Nacional na Hu\u00edla informou, segunda-feira, que existem na regi\u00e3o 15 zonas activas de garimpo ilegal de ouro, distribu\u00eddas pelos munic\u00edpios do Cuvango, Dongo e Jamba, envolvendo mais de 26 mil indiv\u00edduos, entre nacionais e estrangeiros. 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